PP rompe aliança com PT na Bahia para apoiar ACM Neto


O racha entre os partidos acontece após vários desentendimentos, durante a formação da chapa que disputará as eleições deste ano

A aliança de 14 anos entre o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Progressistas (PP) na Bahia chegou oficialmente ao fim nesta segunda-feira (14). Em nota, o PP relembrou todos os fatos que causaram mal-estar na chapa e citou uma “inaceitável quebra do acordo” após decisões unilaterais tomadas pelo senador Jaques Wagner. João Leão (PP) também entregou uma carta onde pediu ao governador Rui Costa (PT) a exoneração do cargo de secretário do Planejamento da Bahia, que o pepista acumulava concomitantemente ao de vice-governador.

Os secretários de Desenvolvimento Econômico, Nelson Leal, e de Infraestrutura Hídrica e Saneamento, Leonardo Góes, também pediram exoneração de seus cargos. O racha entre os partidos acontece após vários desentendimentos durante a formação da chapa governista para o governo do estado nas eleições de outubro deste ano. Por conta disso, o PP resolveu encerrar a parceria.

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Na manhã da última segunda-feira (7), Jaques Wagner (PT) revelou, durante entrevista à rádio Metrópole, que o governador Rui Costa recuou da ideia de renunciar ao cargo para disputar uma vaga no Congresso e que o senador Otto Alencar (PSD), até então cotado para ocupar o lugar de Wagner no palanque da base, retornaria ao páreo para concorrer ao segundo mandato.

Leão não foi avisado sobre a nova reviravolta e o anúncio acabou gerando um mal-estar na chapa do Palácio de Ondina, já que o vice-governador ficou sabendo da nova decisão pelo rádio.

O ocorrido elevou a pressão interna para que o partido deixasse o bloco do PT e apoiasse a candidatura do ex-prefeito ACM Neto (União Brasil) ao governo. Na manhã da quarta, Leão, que também é presidente do PP baiano, se reuniu com o senador Ciro Nogueira, presidente nacional licenciado do Progressistas e atual ministro-chefe da Casa Civil do Governo Federal, e com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, para traçar o futuro do partido na Bahia.

O líder do PP baiano explicou que estavam sendo analisados alguns cenários. Um deles, o PP ter candidatura própria ao governo da Bahia. O outro, compor com a chapa majoritária do ex-prefeito de Salvador e secretário Geral do União Brasil, ACM Neto.

O senador Jaques Wagner (PT) chegou a pedir desculpas a João Leão (PP), ao deputado federal baiano Cacá Leão e ao Partido Progressista (PP) pela forma como conduziu o anúncio do candidato do PT na Bahia para as eleições deste ano.

O PP é um dos maiores partidos da Bahia e do Brasil e a nossa história não foi reconhecida na decisão dos líderes petistas.

por Correio da Bahia 

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