Politica de aumento de Gás e combustíveis sacrificam trabalhador

O gás de botijão foi o que mais aumentou desde o início do governo de Michel Temer, quando a Petrobras passou a acompanhar mais de perto as cotações internacionais do óleo.

Nos últimos dois meses, desde que inverteram a curva de queda, os reajustes da Petrobras para a gasolina acumulam 19,6%. No caso do diesel, é de 11,3%.

Ao lado da conta de luz, o gás de botijão tem sido um dos maiores fatores de pressão no IPC-C1, índice da FGV que mede a inflação das famílias que ganham entre R$ 937 a R$ 2.342.

“O gás de botijão é o principal combustível das famílias de baixa renda, que já vêm sofrendo também com o preço da energia”, diz André Braz, economista da FGV. A conta de luz, por sua vez, subiu 4,16% em outubro, pressionada pelo uso de térmicas.

Gás e energia consomem 6,5% no orçamento das famílias de baixa renda. Neste ano, segundo a FGV, os reajustes elevaram em quase 11% os gastos delas com os dois produtos.

A Petrobras diz que os reajustes refletem a variação das cotações no mercado internacional, “devido à conjuntura externa e à proximidade do inverno no Hemisfério Norte, e a variação do câmbio”. Pesaram ainda, segundo a estatal, a passagem do furacão Harvey no golfo do México, a redução dos estoques globais e questões geopolíticas

O aumento é fruto também da política de cortar subsídios concedidos na gestões petistas. O preço do produto ficou congelado durante 13 anos, entre 2002 e 2015.

A alta, porém, representa quase o dobro da verificada no preço do gás destinado a clientes comerciais e industriais, que subiu 29% desde a mudança de governo.

A expectativa do mercado é que os reajustes se mantenham nos próximos meses, embora em ritmo menor, pois o barril segue em alta.

O preço do petróleo tem oscilado em US$ 62 por barril e já há expectativas que irá a US$ 70. “Há desconforto com relação ao preço da gasolina, mas, considerando as taxas de câmbio e preço do petróleo, teria que subir mais uns 20% nas refinarias”, diz o economista-chefe do Santander, Maurício Molon

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