Itamaraju: violência familiar, e espancamento resultando em feminicídio

Por Ornes Jr

O ato de violência que culminou na morte da mulher, se deu na casa da vitima, na quinta feira 17 de janeiro de 2018

 Aparecida Teles de Almeida de 47 anos é a mais nova vitima desta desastrosa estatística,(feminicídio), que cresce alimentada pela impunidade, oriunda de um arcaico código penal, e de uma politica pública nacional que mais se preocupa em esvaziar cadeias, do que cumprir o papel de Estado de punir e regenerar delinquentes.

O conjunto de falhas do “sistema”, passa diretamente por um congresso nacional que ignora o tema, como faz com tantos outros dentro e fora da esfera da segurança pública.

 Aparecida Teles de Almeida de 47 anos, nasceu em Minas Gerais e construiu uma vida em Itamaraju, mãe dedicada de três filhas, de 18 , 17 e 12 anos de idade; ela vinha sendo vitima de violência familiar desde 2014, e atualmente existia uma medida protetiva para que seu algoz, agora assassino, identificado como Valdeir da Silva, não se aproxima-se dela. Fato que não o impediu de mais uma vez espanca-lá, desta vez de maneira mais intensa lhe causando a morte.

Seguro dessa cultura machista ainda muito viva entre boa parte da população masculina de meia idade, Valdeir da Silva  foi preso quando acompanhava a esposa no hospital, após te-lá espancado violentamente, descumprindo a medida protetiva, talvez certo de sua impunidade.

O corpo da dona de casa  Aparecida Teles de Almeida de 47 anos, foi velado na capela do Centro de Convivência do Idoso, no Bairro de Fátima e sepultado no fim da tarde desta segunda feira 22/01/18 no Cemitério Municipal de Itamaraju.

Para o Estado é mais uma estatística, para a família o vazio, a dor da perda irreparável, pro algoz a quase certa impunidade de médio prazo tipica do falho “sistema”, cheio de indultos e com  a depreciativa moral, chamada progressão de pena.

Mas para nós cidadãos, fica a reflexão profunda de exigir o quanto antes das autoridades as mudanças urgentes, sobe a pena de termos num futuro, um dos nossos engrossando esta nefasta estatística. E mais do que isso o surgimento de possíveis “justiceiros” que se forjam criminosos, distorcendo justiça em vingança pela inoperância do Estado.

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