Cartel em SP dificulta projetos eleitorais de Alckmin e Serra

A revelação das empreiteiras Odebrecht e Camargo Corrêa de que formaram cartel em obras públicas durante governos tucanos em São Paulo tem potencial de desgaste para os projetos eleitorais de Geraldo Alckmin e José Serra.

Admitida a um órgão federal, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica, a formação de cartel nas gestões de Alckmin e Serra à frente do governo paulista fornece munição a adversários e reforça a imagem de que os tucanos jogaram sua corrupção para debaixo do tapete.

A revelação ao Cade evidencia que foi aplicado em São Paulo o mesmo esquema de corrupção utilizado na Petrobras. Não fazia sentido a tese de um cartel apenas na estatal petrolífera. As empreiteiras adotaram a mesma lógica em São Paulo.

Há um personagem que está no centro das suspeitas no caso de São Paulo, o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza. Ele é um conhecido arrecadador de recursos de candidatos tucanos. Existe temor no PSDB paulista de uma possível delação de Paulo Vieira de Souza _visto, nos bastidores tucanos, como personagem instável.

Alckmin e Serra já enfrentam acusações no âmbito da Lava Jato. Alckmin sofreu um tiro de raspão. O STJ (Superior Tribunal de Justiça) analisa o pedido de abertura de inquérito para averiguar acusações de caixa 2 em campanhas eleitorais.

Serra tem a expectativa de que o prazo de prescrição menor para acusados com mais de 70 anos acabe enterrando as suspeitas mais graves.

Essa revelação da Odebrecht e da Camargo Corrêa dá mais força à necessidade de investigar as acusações contra Alckmin, favorito para disputar a Presidência pelo PSDB, e Serra, que cogita concorrer de novo justamente ao governo paulista.

A vantagem que Alckmin e Serra possuem é o aparente desinteresse do Ministério Público estadual e federal em São Paulo para investigar acusações de corrupção contra o PSDB.

Por : KENNEDY ALENCAR

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