Valmir integra comissão do MST e vai falar sobre a conjuntura política em evento na África do Sul

Em viagem internacional para a África do Sul, o deputado federal Valmir Assunção (PT-BA) vai fazer um panorama geral da situação política e econômica do Brasil. Ao lado de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o deputado baiano também vai tratar do parlamento brasileiro e detalhes do governo de Jair Bolsonaro (PSL) e das medidas contra o povo brasileiro que a gestão vem anunciando desde o início do ano. Valmir participa dentro da programação do Congresso de Lançamento do Partido Revolucionário Socialista dos Trabalhadores da África do Sul (SRWP – sigla em inglês) no continente africano que vai do dia 4 até 6 de abril em Joanesburgo.

“Como integrante do parlamento brasileiro e do MST, é uma honra participar da formação de mais um instrumento de luta da classe trabalhadora sul-africana. O Partido Socialista Revolucionário surge para organizar os trabalhadores e trabalhadoras do país, tendo a negritude como um recorte fundamental. Como homem negro e baiano, eu me sinto emocionado de pisar no continente dos meus ancestrais, na terra de Mandela. Terei que falar de assuntos que não me alegra nem um pouco. Minha tarefa aqui é compartilhar as avaliações sobre o governo ultra-neoliberal e conservador de Bolsonaro. Denúncias de corrupção, apologia à misoginia e à violência, redução de políticas sociais, fim da reforma agrária e a famigerada reforma da previdência são pautas”, informa Valmir.

De acordo com o parlamentar baiano, o MST vai atuar ao lado do SRWP. Ele frisa a importância da luta de classes no Brasil, que ganha proporções gigantescas. “Esse é um momento em que a nossa tarefa é organizar o povo e resistir. Aqui na África do Sul tivemos o triste fato do ‘Massacre de Marikana’ – em 16 de agosto de 2012 – onde 34 trabalhadores da mina de platina da empresa britânica Lonmin foram mortos pela polícia sul-africana. Os mineiros em greve reivindicavam o aumento de salários quando as forças de segurança foram chamadas a intervir para travar o protesto”. Os agentes justificaram as mortes alegando autodefesa, mas Assunção salienta que o ‘Massacre de Marikana’ foi o mais grave tiroteio policial desde o fim do apartheid em 1994.

“Isso levou a uma onda de greves violentas nas minas da África do Sul e à morte de outros 60 mineiros. E o Partido Revolucionário Socialista já nasce com a perspectiva internacionalista, cuja solidariedade entre os povos é fundamental”, destaca. Valmir também afirma que no Brasil não é diferente e cita um dos momentos mais difíceis para ele como parlamentar. “Sem dúvida, foi a sessão que tirou a presidenta Dilma Rousseff, democraticamente eleita, do seu posto. Muitos que ali bradaram pela família e contra a corrupção, hoje são suspeitos de algum ato ilícito, ou mesmo foram presos. Mas essa articulação levou o ex-presidente Lula para a prisão, sem nenhuma prova que comprove as denúncias que lhe fizeram. Se ele estivesse livre, seria hoje presidente do Brasil”.

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