Gualberto renuncia, e fortalece Adolfo Viana na eleição 2018

Presidente estadual do PSDB segue no comando do partido até abril: “Cansei de ser deputado”

[Gualberto renuncia, ‘doa’ votos a Adolfo Viana e não fará campanha para Zé Ronaldo]

O presidente estadual do PSDB, João Gualberto, renunciou hoje (14) à candidatura para reeleição de deputado federal. Em entrevista ao Metro1, o tucano, que chegou a ser anunciado como pré-candidato ao governo da Bahia, disse que a decisão foi “dolorida”.

“Não é uma coisa de hoje. Nunca fui ligado à política. Quando eu fui candidato a prefeito foi para contribuir, e eu fiz uma transformação lá em Mata [de São João]. Mas o que acontece como deputado? Tive uma votação ‘estúpida’, muito boa, mas não gostei de ter sido deputado, a verdade é essa. É uma tristeza aquilo lá. As coisas não acontecem e você vai se frustrando, se frustrando. Eu não gosto de fazer as coisas pela metade”, apontou.

O parlamentar afirmou que vai seguir no comando da legenda até o fim do período para o qual foi eleito e anunciou quem será o herdeiro dos seus votos. “Encerra em abril e eu vou cumprir o meu mandato [de presidente do PSDB]. Aí os votos vão para Adolfo [Viana]. Você sabe que eu não sou coronel, não sou dono de votos, mas vou pedir votos para ele. Vou votar nele”, disse, ao emendar que o postulante do DEM ao Palácio de Ondina, José Ronaldo, não vai contar com o apoio dele: “A campanha eu não vou fazer para ninguém, exceto para Geraldo [Alckmin]”.

Empresário, ele disse que vai se dedicar às suas empresas, como a rede Hiper Ideal de mercados, e não pensa em ocupar cargos políticos, mas não descarta avaliar propostas no futuro. “Não quero cargo, não quero nada. Eu sou um deputado que não tenho ambição. Não quero nada. Se me convidasse não queria. […] Se aparecer alguma coisa, se eu achar que devo, de repente, no Executivo, pode ser, mas não tem plano nenhum na minha cabeça”, assegurou.

Na eleição de 2014, Gualberto foi eleito com 117.671 votos. Este ano, o PSDB planeja manter as duas cadeiras na Câmara – os mais cotados são justamente Adolfo Viana e Antonio Imbassahy.

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