“Defender Lula hoje é defender a democracia”, brada Valmir após decisão do STF

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em manter o ex-presidente Lula na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba foi considerada como uma derrota do ministro da Justiça, Sergio Moro, por parlamentares petistas. Valmir Assunção (PT-BA) e João Daniel (PT-SE) se manifestaram logo após a decisão dos ministros do Supremo nesta quarta-feira (7). “Esta é uma vitória do povo brasileiro, da democracia, da esquerda e uma derrota de Moro”, disseram os parlamentares em nota conjunta. Para Assunção, a defesa da democracia perpassa pela defesa de Lula e que a decisão de o enviar para uma prisão com presos de alta periculosidade em São Paulo era um afronto à Lei de Execução Penal e às prerrogativas por ele ser um ex-presidente da República.

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Valmir frisa que a atuação de parlamentares federais nesta quarta durante uma reunião de urgência com o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, marcou a defesa pela democracia e por direitos individuais no país. “O presidente Lula é inocente vítima constante de constrangimento ilegal imposto por setor do sistema judiciário. E hoje presenciei o que nunca aconteceu nesta Casa, ao menos neste período que estou aqui, que foi reunir todos os partidos praticamente para poder defender a democracia brasileira. E defender o presidente Lula hoje é defender a democracia. Foi isso que aconteceu no STF. E a manutenção de Lula em Curitiba é importante, pois ele está prestes a ser liberado. E queremos a sua liberdade, para isso vamos continuar lutando pela democracia”, explica o deputado.

Com a decisão do STF, Lula fica em Curitiba, em sala de Estado-Maior até a decisão definitiva do caso pela Segunda Turma da Corte, colegiado responsável por julgar os casos da Operação Lava Jato. Assunção também aponta para a atuação do presidente da Câmara Rodrigo Maia em ter convocado a reunião com Toffoli. “É um gesto de que a democracia é mais importante e independe do poder desta Casa”. Para Valmir, Lula “comprou uma briga com Moro para provar sua inocência”. Ele lembra que não há provas contra o petista. “Todos sabemos que Lula é um preso político em um governo que foi eleito após o atual ministro da Justiça mandar prender o ex-presidente e tirá-lo da eleição, deixando Bolsonaro em condições de vencer o pleito”.

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